17/01/2019

Servidores não recebem aumento há três anos e estão uma fera com o prefeito


Texto: Elan Drumond

Por ser do PT servidores esperavam mais de Alencar Marim
Há mais de três anos os servidores públicos do Município de Barra de São Francisco/ES não têm reajustes salariais e muito menos atualização da inflação em seus salários. A denúncia é de um servidor, que alega descumprimento constitucional por parte do prefeito Alencar Marim (PT).

“O Alencar era nossa esperança de recuperação salarial. Acreditávamos que por ele ser do Partido dos Trabalhadores, haveria respeito por parte da administração à classe e seria um governo diferenciado do anterior. Nada disso aconteceu e estamos decepcionados”, desabafa o servidor.

O servidor aproveitou a oportunidade para criticar a atuação do sindicato da classe, que segundo ele parece não existir. “Esse sindicato nunca lutou por nós, é devagar e parece atender aos interesses da administração e não os nossos”, denuncia o servidor indignado.

“Sou do tempo da Associação dos Servidores Públicos, que fazia muito mais por nós e lutava por nossos direitos”, acrescenta. Ressalta o servidor, que o sindicato não serve nem para discutir com o prefeito o cumprimento da data-base da categoria exigida pela Constituição Federal.

O que diz a Constituição

O inciso X, do art. 37 da CF/88, diz que a remuneração dos servidores públicos e o subsídio tratado pelo § 4º do art. 39 só poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privada em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices.

A Constituição é clara ao preceituar que anualmente o chefe do Executivo revisará remuneração dos servidores públicos, para que os vencimentos guardem o seu valor real e não apenas sua fixação nominal. Mas essa regra constitucional vem sendo descumprida desde o prefeito anterior.

Diretores do sindicato da classe acusados de fazer a vontade do prefeito
Por causa desse descumprimento os vencimentos dos servidores de Barra de São Francisco estão completamente defasados, aguardando a boa vontade do prefeito em promover a recuperação salarial da classe. “Se tivéssemos um sindicato forte a conversa seria diferente”, garante o servidor.

O servidor salienta que não reajustar os vencimentos é uma forma de desarticular a prestação de serviço público permanente, colocando-o sob o bastão do político de plantão. “Desarticular o serviço público é fragilizar o interesse coletivo, que deve ser uma política de Estado e não de governo”.

Sindicato inoperante

Destaca o servidor, que a atuação do sindicato da classe é medíocre. É de submissão ao patrão, quando deveria proteger o trabalhador. “O nosso sindicato nada questiona, tudo aceita. Já era para ter tomado uma posição em relação a isso faz tempo, mas nada faz”, comenta.

Visivelmente descontente com a atuação do sindicato, o servidor salientou que o órgão mais parece uma assistência social, “pois se preocupa mais com realização de convênios insignificantes, que em bater de frente com o prefeito em defesa de nossos direitos usurpados”.

Segundo servidor, colocar faixas é o máximo que o sindicato faz
Para o servidor revoltado, Alencar foi a pior de todas as decepções. “Dele se esperava muito, pois além de servidor público é professor. Mas o que ele fez foi virar as costas para nós e principalmente para os seus colegas professores, muitos dos quais não querem vê-lo nem pintado a ouro”.

Na opinião do servidor, o momento era para a deflagração de uma greve geral no Município, pois os servidores já esperaram demais. “Se continuar da forma que está, em breve o salário mínimo vai alcançar minha remuneração, que quando entrei era na prefeitura excelente”, finaliza o servidor.





16/01/2019

Mães de alunos cobram reformas urgentes em escola infantil caindo aos pedaços


Texto: Elan Drumond

A situação da escola é deplorável
A situação precária da Emeif (Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental) situada em Santa Luzia do Azul, em Água Doce do Norte/ES, está tirando o sono dos pais de alunos que ali estudam. A falta de manutenção na referida escola coloca em risco aqueles que nela estudam.

Várias cobranças já foram feitas ao prefeito Paulo Márcio pelos pais de alunos, mas apesar das promessas de que a reforma seria realizada, até hoje nada foi feito e nem há previsão por parte da administração. A comunidade de Santa Luzia do Azul exige que o prefeito cumpra a promessa feita.

Uma das pessoas indignadas com a situação é Mytsa Meirelles, que usou as redes sociais para pedir providências ao prefeito. “Não sou de criticar e nem gosto, mas estou indignada com a situação atual da escola onde meus filhos estudam”, reclama ela no seu perfil do Facebook.

A situação vergonhosa da Emeif de Santa Luzia
De acordo com ela, uma reforma para a escola foi prometida pela administração, mas até hoje a tão sonhada reforma não aconteceu. “A situação da escola é deplorável”, afirma ela, acrescentando que esperava que nas férias a reforma acontecesse, mas nada foi feito.

Depois de dizer que está insatisfeita com a atual administração, Mytsa envia um recado ao prefeito dizendo que a Emeif de Santa Luzia do Azul está em estado deplorável e desabafa: “Nossos filhos merecem estudar em um ambiente agradável e confortável. Gostaria que algo seja feito rápido”.

Silvana Rabelo, outra mãe de alunos indignada, concordou com a reclamação de Mytsa Meirelles e  reforçou enfatizando que “é uma falta de respeito com nossas crianças. A educação tinha que ser prioridade. Essa escola está caindo aos poucos e colocando em risco a vida das crianças”.

Administrador que não cuida do patrimônio público deveria ser preso
Ela acrescenta que os políticos do país só pensam em benefício próprio e cobrou trabalho por parte do prefeito, salientando que não se trata de favor, mas de sua obrigação. A equipe do Cacete News tentou manter contato com alguém do setor de comunicação, mas não obteve sucesso.




15/01/2019

Motoristas da saúde denunciam não pagamento de horas extras desde 2017


Texto: Elvécio Andrade

Essa dupla (prefeito e secretário) não resolve o problema das diárias
Os motoristas da Secretaria Municipal de Saúde de Barra de São Francisco/ES estão implorando para receberem o pagamento de suas horas extras, que não são pagas desde junho de 2017. Segundo eles, desde que Alencar Marim (PT) assumiu a prefeitura que não veem a cor do dinheiro.

O motivo da revolta dos profissionais do volante é porque muitos deles trabalham até aos sábados, domingos e feriados, quase sempre saindo de casa por volta de 01h30m, 02h da madrugada para atender casos de urgência ou para conduzir pacientes até a capital e não são valorizados.

“Muitos de nós trabalhamos com prazer e cumprimentos nossa missão, porque é a profissão que escolhemos. Mas assim como sacrificamos nossas famílias, temos quer ser também valorizados. Queremos o pagamento de nossas horas extras, que é direito nosso”, disse um motorista indignado.

Ele, que pediu para manter seu nome em sigilo, disse que o secretário recebeu um parecer da Procuradoria-Geral do Município autorizando negociar o pagamento de horas extras mensais para quem tem a receber acima disso, e aos demais que não ultrapassam o teto, calcular normalmente.

“Vários motoristas têm mais de 90 horas extras mensais a receber. Como o Tribunal de Contas não permite o pagamento a mais de 60 horas, aceitamos a redução, mas nada recebemos até o momento”, disse o motorista, reclamando que só eles cederam e o Município ainda assim não paga.

Segundo o motorista, depois de muito jogo de empurra, prometeram efetuar o pagamento das horas extras em novembro de 2018 e nada. “Desde que aceitamos o acordo que eles estão prometendo nos pagar. A última promessa era novembro, mas o ano acabou e não nos pagaram nada”.

“Contávamos com esse dinheiro para pagarmos dívidas, mas não estamos vendo boa vontade de ninguém em solucionar o problema. Acreditamos no Alencar, mas ele está cercado de incompetentes”, desabafou o motorista. O Cacete News não conseguiu falar por telefone com a secretaria.

Entretanto, alguns servidores disseram a este site que o não pagamento de horas extras não ocorre só na Secretaria de Saúde. Vários outros setores estão com o mesmo problema. E o pior é que o servidor sai a serviço do Município, tem que pagar do próprio bolso e não é ressarcido.