13/09/2018

General maluco quer Constituição outorgada feita por Conselho de Notáveis

Texto: Elvécio Andrade

General Mourtão enlouqueceu de vez ao propor Constituição feita por notáveis

A democracia no Brasil está ameaçada com o surgimento de um candidato a presidente da República que defende ideias retrógradas e que tem como vice um indivíduo de mente ajumentada, incapaz de raciocinar como um ser humano normal, razão pela qual fala tantas asneiras.

Trata-se do General Hamilton Mourão, um militar egresso da ditadura, cuja múmia foi retirada de seu sarcófago pelo candidato Jair Bolsonaro, que também fez parte do Exército, mas por se tratar de uma pessoa sem inteligência, só fez mal para ele próprio na corporação.

O tal general, que por diversas vezes proferiu asneiras que não foram levadas a sério, ao se tornar candidato a vice-presidente destemperou o falatório e as asneiras proferidas se multiplicam a cada momento. O obtuso general chegou até a dizer em substituir o cabeça de sua chapa à presidência.

Cosplay de Maduro

Mas de todas as asneiras proferidas pelo general sem noção, a pior foi dizer que a Constituição do país não precisa ser feita por representantes eleitos pelo povo, e que ela “poderia ser elaborada por um conselho de notáveis escolhido pelo presidente”. Nem Maduro cogitou um absurdo desses.

Para quem não sabe, o que o general Mourão propõe é a chamada Constituição outorgada, que é aquela fruto de um ato unilateral de poder, que existe nos regimes ditatoriais sem a participação do povo. Uma Constituição como Mourão quer não representa o povo.

O Brasil já teve constituições outorgadas, que vigoraram em momentos ruins para o povo. A primeira foi outorgada em 1824, pelo imperador D. Pedro I. A de 1937 foi outorgada pelo ditador Getúlio Vargas, e em 1967 uma Carta Constitucional criou o regime militar de 1964.

Mentalidade ditatorial

É fácil perceber a perigosa inclinação ditatorial desse general maluco ao propor uma Constituição que nasce em regimes ditatoriais. Claro está que Mourão endoidou de vez ao querer copiar o presidente da Venezuela. Aliás, nem Maduro pensou tal aberração;

Um documento feito por notáveis jamais terá condições de substituir uma Constituição, que é a Carta Magna de um país. Ainda mais notáveis escolhidos pelo presidente. O que o general desmiolado propõe é uma “democracia” estilo Venezuela, Cuba, Nicarágua e Coréia do Norte.

E outra. Já imaginaram por quem seria formado o Conselho de Notáveis escolhidos por Bolsonaro? Com certeza não faltariam Alexandre Frota, Kim Kataguri, Janaína Paschoal, Roger do Ultraje a Rigor, Lobão, Arnaldo Jabour, Marcos Feliciano e o pastor Silas Malafaia.


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